Diabetes e Estilo de vida

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O descontrole glicêmico para o indivíduo diabético, representa grave situação e forte associação aos agravos da síndrome. Um estudo transversal de 2010, feito por Mendes e col. ,apresentou números alarmantes quanto a falta dos controles glicêmicos em indivíduos maiores de 18 anos, diabéticos tipo 1  e tipo 2, em 10 grandes cidades brasileiras distribuídas em 4 regiões (Região sudeste: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Campinas / Região Sul: Curitiba, Porto Alegre / Centro Oeste: Brasilia / Nordeste: Salvador, Fortaleza e Recife) no  período de fevereiro de 2006 à março de 2007.

Em 6.671 diabéticos (tipo 1 e tipo 2) 76% deles não apresentavam controles de seus níveis glicêmicos.

Do total de diabéticos, 979 indivíduos (15% do total) são diabetes tipo 1, e destes 89,6% não apresentaram controle dos níveis glicêmicos.

Dos 6.671 diabéticos, 5.692 dos indivíduos (85% do total) são diabéticos tipo 2. Destes, 73,2% não apresentaram controles dos níveis glicêmicos.

O alto índice de sedentarismo presente em grande parcela da população, é um grande colaborador para esses achados, principalmente ao diabético tipo 2 que está diretamente associado a hábitos nada saudáveis.

Estimular mudanças no estilo de vida da população, diabética (ou não diabética), é um dos grandes desafios para os profissionais da área da saúde. Para a população mudar comportamentos de risco é muito desafiador.

Todos sabem que comer bem e se exercitar, entre outras práticas, são importantes para ter ou manter boa saúde. O problema e sair da inércia e mudar esse quadro. Mudanças muito radicais de uma só vez podem ser mais difíceis. Comece gradativamente e sinta os benefícios relacionados à mudança de hábito. Com certeza isso será de muita valia para que você continue com toda uma necessária transformação colaborando com sua saúde e qualidade de vida.

Forte abraço!!!

 

 

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